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12.24.2011

12.05.2011

LIVRO: "GOTAS DA ALMA" - ADQUIRA JÁ



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11.10.2011

O MELHOR DE DEUS JÁ VEIO



O MELHOR DE DEUS JÁ VEIO 


Não acredito como dizem por ai, 
Que o melhor de Deus, 
Ainda está por vir, 
Não tem isso na Bíblia que eu leio, 
No mundo de cá e no porvir, 
Eu creio que o melhor de Deus já veio. 

O melhor de Deus é Jesus, 
Fonte de vida, fonte de luz, 
Não preciso mais de nada, 
Nem de todos os tesouros do mundo, 
São tesouros que não reluz, 
Nenhum deles são melhores do que Jesus. 

O melhor de Deus já veio, 
Foi Seu Filho, o meu Senhor, 
O Rei dos reis que está em nosso meio, 
Mostrando-nos o Seu amor, 
Que um dia sei, há de voltar, 
Nas nuvens, em Glória, pra me buscar. 

És Tu, oh! Cristo, o melhor de Deus, 
Não acreditem nos fariseus, 
Pois Ele morreu por te amar. 
É Jesus o melhor de Deus, 
Perdoando os pecados meus. 
E que nunca vai deixar de me amar.


Autor: Antônio Júnior

6.22.2011

O PERIGO DA FRIEZA ESPIRITUAL


Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior

TEXTO BÁSICO: Salmos 42 e 43.


INTRODUÇÂO: Sempre ocorre em nossas vidas períodos muito difíceis, afinal somos humanos. Todos os cristãos passam por “dias maus”. Ninguém desperta numa manhã em sua vida e se vê frio espiritualmente. Há sempre uma progressão – ou melhor, acontece na realidade uma regressão, visto que esfriamento, no caso, é algo negativo. A alma fica abatida por diversos motivos. Faz parte da vida. Há períodos que estamos prontos a derrotar “450 profetas de Baal” e no outro dia estamos escondidos na "caverna existencial" com medo de viver. A vida cristã tem seus altos e baixos. Um dia pode ser de flores e outro de espinhos. Afinal, já disse o Mestre: “No mundo tereis aflições”. Percebe? É uma promessa de Deus para seus santos. NÃO É OPCIONAL. Um dia, cedo ou tarde, passamos por aflições e elas são, muitas vezes, a razão de abatimento espiritual. Não estou falando aqui de apostasia, e sim, de “esfriamento espiritual”, a perda do “primeiro amor” que acomete com qualquer servo de Deus. Evidentemente que falo de verdadeiros cristãos que não estão isentos de passar por vários problemas – diferentemente do prega a Teologia da Prosperidade.

No Salmo 42, que serve de base para este estudo, pode-se perceber um homem sedento e enfraquecido por algum motivo, possivelmente por está longe de Jerusalém, e naquela perspectiva, o salmista se vê longe de Deus. Graças a Deus que muitos servos do Senhor passaram por períodos de certo esfriamento e desânimo. Muitos passam por desertos terríveis. Basta mencionar alguns, como: Jó; Davi; Elías; Jonas; Paulo, dentre tantos. Este e o Salmo 43 são, na realidade, um único Salmo. Por três vezes o salmista lamenta: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que se perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu”. (42.5, 11; 43.5)

I.              POR QUE FICAMOS ABATIDOS?

Existem vários sintomas de uma pessoa que pode estar passando por um esfriamento espiritual. Podemos identificar alguns:

  • Perda do interesse pelos exercícios espirituais como a oração; leitura da Palavra etc;
    • Falta de vontade de participar das atividades eclesiásticas;
    • Abandono da comunhão fraternal;
    • Interesse pelas coisas “mundanas” e por satisfação pessoal acima de tudo;
    • Interesse maior pelo pecado e certa convivência pacífica com ele.
    O salmista abre a sua alma nos Salmos 42 e 43. A alma angustiada suspira por Deus. A palavra hebraica traduzida por “suspira” não se refere tanto à abertura de boca, é um grito de suspiro de um animal numa necessidade desesperada de água. Estava sedenta num deserto de incertezas. Não é assim que ficamos muitas vezes? “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (v. 2a). Você tem esse tipo de sede de Deus? O salmista confessa: “As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite” (v. 3a). Muitas dúvidas surgem no coração do salmista. Quando Deus vai me ouvir? Quando essa situação vai acabar? Por que Deus não ouve minha oração? “Por quê?”; “Por que Deus deixava aquela situação insuportável continuar? Por quê? Por quê?” 

    O resultado é só angustia e sofrimento. “Por que estás abatida, ó minha alma?” significa literalmente: “Por que estás prostrado ao chão?” O quadro aqui é de um homem esmagado por um fardo pesado, quase insuportável.

    Em tempos de crise e frieza é sempre bom lembrar-se de coisas positivas do passado. “Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma – de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa” (v. 4). Lembrar dos momentos de superação que você viveu. Tantas vitórias que você alcançou.

    Em tempos de crise e frieza é sempre bom lembrar-se da fidelidade de Deus e ver o futuro na perspectiva de Deus. O salmista diz pra si mesmo: “Pare de ser depressivo e comece a esperar em Deus!” Só Deus pode nos ajudar a vivermos na perspectiva dEle. Lembrando e crendo que em qualquer momento Deus é fiel, ai a esperança se renova em nossa alma. O que Deus fará pelo salmista?

    1) Deus vai satisfazer os desejos de sua alma – e da sua também (42:1, 2);
    2) Deus estará com ele – e está com você (42:5); 
    3) Deus fará tudo acabar bem no final – e na tua vida também (42:5, 11; 43:5);
    4) Deus continuará amando o salmista – e te ama de forma incondicional (42:8) e
    5) Deus fará justiça e castigará seus inimigos – e os teus também (43:1).

    “E esta é razão porque nunca desfalecemos ainda que por todos os lados rodeados de obstáculos, mas nunca embaraçados; confundidos, mas nunca desanimados; perseguidos, mas nunca desamparados; derrubados, mas nunca vencidos..., pois se na realidade exteriormente nosso corpo físico vai se desgastando, interiormente nota-se dia a dia uma renovação de vigor e de vida” (2 Co 4.7-9,16).

     I.              QUAL O PERIGO DA FRIEZA ESPIRITUAL?

    Muitas vezes pensamos que se alguém trabalha na obra de Deus, isso por si só é sinal que alguém é fervoroso. Não ter vontade de fazer a obra de Deus pode ser um sinal de esfriamento, no entanto o contrário pode não ser verdadeiro. Podemos estar muito ocupados na obra de Deus e, todavia, não ter o gozo de nosso primeiro amor. A igreja de Éfeso havia perdido seu primeiro amor e, no entanto, havia “trabalhado arduamente” por amor do nome do Senhor. Muitas vezes o ativismo é apenas um disfarce do que está acontecendo no interior.

    Ou achamos também que se alguém conhece e ler muito a Bíblia este também está isento de passar algum esfriamento. No entanto, podemos conhecer a Bíblia e, todavia, perder nosso primeiro amor. Os fariseus conheciam bem às Escrituras. Também a igreja de Éfeso. Usaram a Palavra para provar os Apóstolos. É por causa de não orar? Não. Podemos orar e, todavia, estar frios espiritualmente.

    Como também, podemos pensar que se um cristão é perseguido ou sofre, isto é um sinal de que está fervoroso diante de Deus. A igreja de Éfeso sofreu muito. É possível sofrer e testificar para os outros e, todavia, perder nosso primeiro amor.

    Ou então, dizemos que alguém está frio na fé por causa de heresias ou falta de consistência teológica. Contudo, a igreja de Éfeso era doutrinariamente sadia. Odiavam os nicolaítas (Seguidores de uma seita que perturbavam as igrejas de Éfeso e de Pérgamo – esta abraçava a doutrina – diziam que os prazeres carnais não afetavam a alma, alimentavam-se de coisas sacrificadas aos ídolos e praticavam orgias. Irineu identifica os nicolaítas como uma seita gnóstica).

    Diante do exposto podemos citar resumidamente três perigos: (1) Torna-se cinico – a pessoa se acomoda com a situação e procura disfarces, máscaras evangélicas, vivendo uma mentira; torna-se um fariseu gospel; (2) Torna-se libertino – acontece assim uma queda espiritual. A pessoa não aguenta viver uma vida dupla e entrega-se ao pecado. (3) Torna-se deprimido espiritualmente – Destruindo sua vida e daqueles que estão próximos dele. Muitas vezes, se for um líder, por exemplo, se não tiver coragem de buscar ajuda, vai definhar a sua alma até viver num abismo sem fim.  

    II.           COMO IDENTIFICAR E TRATAR A FRIEZA ESPIRITUAL?

    Examine seu coração. Quando o meu deleite no Senhor já não é tão grande como meu deleite por outras pessoas ou por coisas do mundo, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? Marcos 12.30 – “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força".

    Examine a sua alma. Quando minha alma não anela a comunhão intima com o Senhor através da oração ou leitura da Palavra, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? Salmo 84.2 – “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo”. Peça ao Espírito Santo pra colocar mais sede de Deus em você. 

    Examine o seu tempo livre. Quando meus pensamentos e meus momentos de ócio não se dirigem ao Senhor, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? Fp 4.8 – “Tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama... seja o que ocupe o vosso pensamento”. 

    Examine os seus desejos íntimos. Quando me escuso facilmente dizendo: “é que sou humano, a carne é fraca”. E quando caio facilmente em coisas que eu sei que não agrada ao Senhor, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? João 14.15 –  “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”.

    Examine o seu amor, bondade e generosidade. Quando me custa dar com alegria para a obra do Senhor ou para as necessidades dos outros, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? 1João 3:17 – “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus”?

    Examine sua comunhão com os irmãos. Quando deixo de tratar a meus irmãos cristãos como trataria ao Senhor, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? Mateus 25.40 – “O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”. 1João 4.20-21 “Se alguém afirmar: ‘Eu amo a Deus’, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão”. Poderíamos até perguntar: “em seus passos que faria Jesus?”. Ou em outras palavras: “Jesus aprovaria a minha conduta com meus irmãos?" 


    Examine sua natureza humana. Quando me preocupo em “ficar bem” com as pessoas do mundo em vez de buscar a aprovação do Senhor, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? 1João 2.15 – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele“. Você tem certeza absoluta que já nasceu de novo? 

    Examine sua conduta. Quando acho a vida cristã um fardo maior que o fardo do pecado, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? João 15.20 – “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”. 

    Examine a sua liberdade em Cristo. Quando me nego a deixar de fazer algo que está ofendendo a um irmão mais fraco, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? Romanos 14.15 – “Se, por causa de comida, o teu irmão se entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, não faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu”. Lembre-se: liberdade não é a mesma coisa que libertinagem. 

    Examine o seu perdão. Quando não posso perdoar a alguém que me tem ofendido, isso é sinal de frieza espiritual. O que fazer? Lucas 17.4 – “Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe”. Lc 6.37 – “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados”.

    CONCLUSÃO: O que devemos fazer? Leia finalmente Apocalipse 2.5  “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”. Arrepender, nesse texto, sugere uma atitude contínua. Confie em Deus sempre e em qualquer circunstancia na sua vida: “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares” (Sl 46.1).


    SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

    Contato: oapologista@yahoo.com.br

    PERGUNTAS PARA REFLEXÃO: 

    1.      Como está o teu “primeiro amor” para com Deus?
    2.      Como você entende a exortação de Paulo? "Não apagueis o Espírito" (1Tessalonicenses 5.19)
    3.      Você tem prazer na leitura de quais livros? Eles te fazem crescer espiritualmente?
    4.      O que você tem buscado no seu dia-a-dia, o Reino de Deus ou as “outras coisas”?

    4.12.2011

    "LEVITAS" OU "LEVADOS"?

    Por 

    Antônio Pereira da Costa Júnior*

    “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.

    (João 4.23)

    Não existem mais adoradores como antigamente. Uma grande parte dos chamados “levitas” de hoje desconhecem os princípios elementares das Escrituras; não sabem tocar, não analisam o que cantam e o melhor que fazem é pavonearem-se nos cultos. Muitos deles são alimentados pelos holofotes de mega-igrejas, ou até mesmo de velas e candelabros de razoáveis congregações. Eles coam mosquitos e engolem camelos. E o único compromisso que tem é com eles mesmos.

    Alguns se acham “levitas”, mas são, de fato, “levados”. Levados em dois sentidos: o primeiro, no sentido de serem desobedientes e arrogantes, como meninos insubmissos que são. São “levitas” enquanto estão tocando, terminando o compromisso, saem do templo e abandonam a adoração. Grande parte deles vive dando trabalho aos pastores e líderes. E se algum ministro tira o pirulito de suas bocas malditas logo eles fazem uma rebelião, à semelhança de Lúcifer, mas tendo um melhor resultado do que este, pois, não são expulsos, e sim, expulsam tais pastores que ousaram mexer no “status quo”. 

    E o que mais me impressiona é a falta total de discernimento dos membros idiotados das igrejas. Para estes, basta ouvir alguma música bem tocada que acham que isso é adoração. Aplaudem, dão glória, e não percebem que a única glória que estão dando é para os "levitas". Alimentando assim a doença e causando uma grengena maior ainda na adoração, que tem de tudo, menos a presença de Deus.

    Num segundo sentido, são levados por vozes discordantes da igreja hodierna, pois acompanham as ondas e manias gospels da atualidade. São levados pela música da moda, com belas harmonias, mas sem letra. São levados pelo "hit" do momento, alimentando o "Show da Fé". Pelo grupo famoso que vende milhões de cópias a cada turnê. Daí, as vozes e “ministração” dos “levitas” têm que parecer com aqueles, pois “libera” a unção. São robôs programados para entreter as cabeças ocas da igreja evangélica no Brasil. E com isso, criando mais um círculo vicioso do mundo gospel.Se existem "levitas" assim é porque existem pessoas dispostas a alimentar o circo. Pois o que o povo "crstão" precisa é de pão e circo.

    No entanto, a Palavra nos ensina a prestarmos um culto digno ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5.18-20; Cl 3.16). O “levita” – se é que podemos chamá-los assim, pois os modernos diferem em muito daqueles do Antigo Testamento – é simplesmente um servo; deve ser a luz do mundo e o sal da terra e não aquele que sobe no pedestal da glória humana esperando receber ovações.

    Um exemplo interessante é que num site de um cantor gospel famoso, cujas músicas eu particularmente gosto, da maioria delas, existem algumas exigências, dignas de astros da música secular, para que ele possa “louvar”. O que ele chama de “nossas necessidades”, são elas:

    - Transporte terrestre e/ou Transporte aéreo;

    - Traslado durante o período em que estiver a disposição da programação;

    - Hospedagem de toda a equipe em hotel;

    - Alimentação (incluindo água no interior do hotel sem que arquemos no momento do check-out);

    - Estrutura do evento (palco, som, iluminação, modelo de teclado solicitado pelo escritório, a bateria também tem que ser aquela solicitada pelo escritório)

    - E: Outras necessidades serão passadas após o preenchimento do formulário.

    Fora o “cachê” para o mesmo poder marcar presença. "Adorar a Deus". Que Deus? Mamon? Ou como diria os Paralamas do Sucesso: "A arte de viver da fé. Só não se sabe fé em quê". 

    Mas, creia, não sou pessimista, nem tudo está perdido. Ainda existem grupos, cantores, músicos e servos que ainda prezam pelo compromisso com Deus. Existem hinos, embora cada vez mais raros, que ainda glorificam ao Senhor e são recheados da Palavra. Através dos verdadeiros adoradores o Espírito Santo ainda fala aos nossos corações. São adoradores compromissados com o Eterno que Ele se agrada. Pois, “o Pai procura a tais que assim o adorem”.

    O Pai “procura” verdadeiros adoradores. Você entende isso? A busca não é humana. Não depende de talentos, dinheiro, instrumentos musicais, templo climatizado, beleza ou qualquer qualidade inerente no homem como um todo. Alguns “levitas” acham que por se pavonearem-se na adoração, Deus irá receber seus louvores. Precisamos entender também, como homens falhos que somos, que o compromisso é com o Eterno e não com nosso ego. O nosso compromisso é com o Senhor e ninguém mais.

    Creio, repito, através dos verdadeiros adoradores o Espírito Santo ainda fala ao nosso coração. São adoradores compromissados com o Pai que Ele se agrada. Pois, “o Pai procura a tais que assim o adorem”. A minha oração é que cada “levita” possa dizer com sinceridade: “Que Ele cresça e que eu diminua”.

    Adora-se a Deus não pelo que Ele nos dá, mas por quem Ele é. Portanto, que toda a glória, adoração, poder, honra e louvor seja dele, e apenas dele, a quem devemos tudo, para sempre. Chega de tantos levitas levados. Que Deus tenha misericórdia de todos. Amém.


    SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

    Pr. Antônio Júnior


    ___________

    O Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior nasceu em Esperança – PB. Faz parte do quadro de ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. Palestrante e pesquisador na área de Apologética em geral, Técnico Agrícola pela UEPB e Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional). Fez um curso de Apologética por extensão pelo ICP (Instituto Cristão de Pesquisas). Especialista em Teologia e História pelo SPN – Seminário Presbiteriano do Norte (Recife). Atualmente faz gestão Pública pela Faculdade Metodista de São Paulo (EAD - Pólo: Campina Grande) 
    Novo E-mail: oapologista@yahoo.com.br

    10.14.2010

    A CERTEZA DA SALVAÇÃO

    Por 

    Antônio Pereira da Costa Júnior*


    TEXTO BÁSICO: João 15.16

    INTRODUÇÂO: Pode um verdadeiro cristão perder sua salvação? Essa questão é discutida há muito tempo. Em outros termos é a questão de que um cristão, depois de ter confessado a Cristo pode ou não perder sua salvação devido a algum pecado, ou a abandonar sua fé? É preciso que o cristão entenda estas questões. A resposta é dada – embora existam alguns pontos e opiniões divergentes entre eles –, basicamente por dois grupos: os Arminianos que apregoam que os verdadeiros crentes podem pecar e com isso, caso não se arrependerem, podem perder a sua salvação, conforme entendem, dentre outros, o texto de Hebreus 6.4-6, que diz: “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados... e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento...”.

    O outro grupo é dos Reformados, eles apregoam que uma vez que o cristão tem o Espírito Santo na sua vida e se nasceram de novo, foram regenerados, não se pode “desnascer”; ou seja, é impossível que este venha a cair definitivamente e perder a sua salvação. Não significa que nunca poderão cair, mas, mesmo que possam cair, não ficarão prostrados, pois Jesus prometeu: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”. João 10.28

    Tentarei analisar este tema respondendo a algumas perguntas: O que é a certeza de salvação? Como provar biblicamente? É possível ter certeza da salvação? E é possível ser salvo sem ter esta certeza?

    I.                   O que é a certeza de salvação?

    Parece óbvia essa pergunta. Mas é crucial saber o que significa a palavra “certeza” e de “salvação”. Ora, certeza significa, segundo Aurélio[1]: qualidade do que é certo; conhecimento exato; persuasão íntima ou convicção. Entendo que muitos cristãos não têm certeza da salvação porque podem não ter o “conhecimento exato” sobre o assunto.

    A Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã[2] define a certeza da salvação como “a confiança do crente em Cristo de que ele, a despeito da sua condição pecaminosa mortal, é, de forma irrevogável, um filho de Deus e um herdeiro do céu”. A esta certeza de salvação os Reformadores referiram-se teologicamente como: “certitudo gratiae ou certitudo salutis”, termos que implicam a certeza ou segurança da salvação pessoal.

    A palavra salvação tem muitos significados na Bíblia. Aqui, trata-se da salvação da nossa alma, principalmente da ira vindoura de Deus, culminando no inferno. A salvação, nesse sentido, é um presente da graça de Deus. Efésios 2.8-9 diz: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”.  Entendo que o oposto é enganoso, como os arminianos entendem, pois como Deus nos dá algo – seja a própria salvação ou a fé para a salvação – e se pode perder? Afinal, surge a indagação: quem garante a salvação, Deus ou o homem? Se for Deus, então ele não teria poder para nos garantir a “certeza”, visto que se “perde”; se é o homem, como a Bíblia diz o contrário? “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”. Judas 1.24-25

    II.                Como provar biblicamente a certeza da Salvação?
    Existem vários textos que provam biblicamente a certeza da salvação na vida daqueles que crêem. Vamos citar alguns:

    Salmo 37.24-28, “o SENHOR os sustém com a Sua mão ... Eles são preservados para sempre”. João 3.16,36 garante que quem recebe Jesus como Salvador “tem a vida eterna”. E ainda João 5.24 diz que “não entrará em condenação”. João 6.37 Jesus diz que: “de maneira nenhuma o lançarei fora”. E ainda: João 10.27-29 “dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão”. Isso é tão certo que Paulo afirma em Romanos 8.29,30 que “...os que dantes conheceu, ... a estes também glorificou”. Paulo poderia dizer: “estou certo de que nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus”, Romanos 8.35-39. Pois, “os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” Romanos 11.29. Ainda em 2Tessalonissenses 3.3 diz: “...mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno”. Pedro também cria que Deus nos “gerou de novo para ... uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós” 1Pedro 1:3-5. E João afirma que: “tudo o que é nascido de Deus vence o mundo” 1João 5:2,4,5. E Judas ainda diz que Deus é “poderoso para os guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis” Judas 1:24. Isso só para citar algumas passagens.  

    III.        É possível ter certeza da salvação?  

    Pelas referências acima, podemos inferir que é claro que se pode ter certeza de salvação. No entanto, esta certeza não se dá por alguém de fora assim o declarar. Por exemplo: não é porque algum pastor, ou líder qualquer, disse que você tem a vida eterna, baseada em condições que ele mesmo prescreveu, que se pode ter a certeza de salvação. Como também, não é por se terminar um discipulado ou um curso bíblico que isso, por si só, lhe garante a salvação. A certeza da salvação não vem por diploma de igreja ou a compreensão apenas intelectual da verdade. Ou pertencer a alguma igreja evangélica ou ser filho de algum cristão piedoso não lhe garante a salvação. Possuir títulos eclesiásticos também não é certeza de salvação. Tem muitos pastores, presbíteros, diáconos, músicos, ou seja qual título tiverem, que não são salvos.

    A certeza da salvação é pessoal e intransferível. Ou seja, eu só posso ter “minha” certeza, não a dos outros e não posso transferir minha certeza para outro. Você só pode responder por si mesmo. Examinai-vos a vós mesmos para saberdes se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2Coríntios 13.5). A Palavra nos adverte que devemos nos examinar para termos a certeza da Salvação: “... procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum” (2Pedro 1.10). No entanto, a Bíblia, e só ela, nos dá alguns princípios que pode nos ajudar para que façamos uma auto-avaliação.

    a)      Podemos ter a certeza da vida eterna porque temos Cristo como nosso Salvador. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna(1João 5.11-13grifo nosso). Você tem a certeza de que Cristo, de fato, é seu Salvador e que perdoou os teus pecados?
    b)      Podemos ter a certeza da vida eterna se já nascemos de novo. “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que coisas novas surgiram!” (2 Coríntios 5.17). Não existe cristão verdadeiro sem a experiência do Novo Nascimento. Você já teve essa experiência em tua vida. Você já foi regenerado pelo Pai? Você tem certeza de que já nasceu de novo?
    c)      Podemos ter a certeza da vida eterna quando manifestamos santidade em um mundo pecaminoso. “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente...” (Tito 2.11-12). Você vive em santidade ou de acordo com os padrões mundanos?
    d)      Podemos ter a certeza de nossa salvação, pois quem prometeu é fiel para guardar o nosso tesouro até o dia final. Por isso já sabemos que: “...já passamos da morte para a vida...” (1João 3:14). Pois Jesus prometeu: “... quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). Acaso pode uma promessa de Jesus cair por terra?
    e)      Podemos ter a certeza de nossa salvação pelo testemunho interior do Espírito Santo: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16) e “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gálatas 4.6).
    f)       Por fim, podemos ter certeza da vida eterna graças às várias passagens bíblicas como, por exemplo: João 10.28-29 e 17:6, Romanos 8.35 e 11.29, Filipenses 1.6, 1Pedro 1.5. Dentre tantas já citadas.


    IV.                 É possível ser salvo sem ter esta certeza?

    Serei breve nesta explanação. Creio que existem muitas pessoas simples e humildes que, de fato, confessam a Cristo como seu salvador pessoal e nasceram de novo. Mas, devido a falta de conhecimento da Palavra, ou por alguma deficiência intelectual, ou por se achar pecadora demais, ou por estarem passando por algum problema emocional, não conseguem responder efetivamente sobre a certeza de sua própria salvação. Assim com pode haver pessoas que pensam que são salvas e não o são – pois “nem todo aquele que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus (Mateus 7.21-23) , existem pessoas que não sabem dizer se são salvas e na realidade já o são. Mas isso não quer dizer que não são salvas.

    O apóstolo João já disse: “Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus. E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista. E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento. E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado. Se o nosso coração nos condena, sabemos que maior que o nosso coração é Deus”. 1João 3.20-24


    CONCLUSÃO: Mediante o exposto, podemos concluir que, mediante a abundância dos textos bíblicos, a certeza da Salvação e seus benefícios são possíveis de serem experimentados pelos verdadeiros cristãos. E, ainda que esta segurança não seja indispensável para a salvação, pois no caso dos ouvintes de João, principalmente em sua epístola, se ele teve que instruí-los é porque ele cria que alguns de sua comunidade eram salvos, porém não tinham plena certeza disso. Por isso, as Escrituras também nos exortam para que examinemos a nós mesmo para termos a certeza de que estamos na fé. Em tudo isso, só podemos dizer como Paulo: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”. Romanos 11.33-36

    ______
    *O Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior nasceu em Esperança – PB. Faz parte do quadro de ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. Palestrante e pesquisador na área de Apologética em geral, Técnico Agrícola pela UEPB e Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional). Fez um curso de Apologética por extensão pelo ICP (Instituto Cristão de Pesquisas). Especialista em Teologia e História pelo SPN – Seminário Presbiteriano do Norte (Recife). Atualmente faz gestão Pública pela Faculdade Metodista de São Paulo (EAD - Pólo: Campina Grande) Novo E-mail: oapologista@yahoo.com.br



    SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER



    [1] Dicionário Aurélio Digital, verbete: “Certeza”.
    [2] ELWELL, Walter A. (editor), Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, São Paulo, Vida Nova, 1993, p. 271.

    8.25.2010

    PENSAMENTOS


    PENSAMENTOS


    Como a abelha anseia por mel,
    Como a flor precisa da água,
    Como querer o doce ao invés do fel,
    Preciso de você para alegrar minh’alma.


    O que é a cabeça sem o pensamento?
    O que é o sol sem seu calor?
    O que é a saudade sem o tempo?
    O que sou eu sem seu amor?


    Não sei se o céu vai continuar azul,
    Não sei se um dia vou deixar de crê,
    Não sei se ficarão de pé as montanhas do sul,
    Só sei que nunca vou deixar de amar você.


    Passam os dias, passam as horas, passa o tempo,
    Vai-se os anos, pensamentos, emoções,
    Junto de ti a eternidade é um momento,
    Só quero mais amor em nossos corações.


    Só sei que um dia vou te esquecer,
    Vai ser quando em meu peito faltar o ar,
    No dia em que eu tombar, morrer,
    Sim, só neste dia vou parar de te amar.