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6.12.2010

O QUE É AMAR?






O QUE É AMAR? 


Por

Antônio Pereira da Costa Júnior*



Amores vêm, amores vão, amores passam.
O amor é a força que alegra o coração.
Amores são cordas, são laços que enlaçam.
E eu me deixei prender pela emoção.


Como já disse Camões: Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
Mas pra mim o amor também é ter;
É ter sempre você no meio da gente.


Como dizia outro poeta: “eu te amo porque te amo”;
Pois no amor não há explicações;
No amor existem dores, mas também sorrisos e flores;
É só uma alma, em dois corações.


Quantas lutas e problemas enfrentamos;
Quantas dores, sofrimentos nesses anos;
Nesse longo tempo aumentamos a idade;
Mas também encontramos juntos à felicidade.


Obrigado por ser meus olhos quanto não podia ver;
Por ser meu alento, gozo, meu prazer;
Obrigado por decidir me amar;
Por ser minha luz, meu mel, meu fogo, meu ar.


O fogo que incendeia o meu peito;
Que derrete o gelo das montanhas do sul;
O abraço que me pega de jeito;
Pois com você até o céu fica mais azul.


Ai amor que hei de fazer?
Se a luz da minha vida se apagar;
Longe de você não sei viver;
Até no céu, meu amor, quero te encontrar.


Viver com você só aumenta minha fé;
Pois quanto eu cansei, você não quis parar;
Quando eu caí, você me pôs de pé;
Obrigado meu amor por decidir me amar.


Quero te dizer nos simples versos desta poesia;
Você é minha vida, meu grande amor;
Meu cobertor na longa noite fria;
De todos os jardins a mais bela flor.


Só há mais uma coisa que quero te dizer:
Perdoe-me os erros, a solidão, qualquer rancor;
Não sou perfeito, também magoou, causo dor;
Mas para mim, do fundo do meu ser... amor ... amar é ter você.


SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

*Poesia de minha autoria para minha esposa Esther no Dia dos Namorados – 12 de junho de 2010


______

*O Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior nasceu em Esperança – PB. Co-Pastor da 1ª. Igreja Congregacional em Santa Cruz do Capibaribe – PE. Faz parte do quadro de ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. Palestrante e pesquisador na área de Apologética em geral, Técnico Agrícola pela UEPB e Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional). E fez um curso de Apologética por extensão pelo ICP (Instituto Cristão de Pesquisas). Mestrando em Teologia e História pelo SPN – Seminário Presbiteriano do Norte (Recife). E-mail / MSN: juniorapologista@yahoo.com.br

NÃO SOU ISRAELITA, NEM QUERO SER.







Por 

Antônio Pereira da Costa Júnior


“Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus”. Mateus 8.11

Existe hoje um retrocesso de algumas igrejas e pastores com relação a certas práticas judaicas que nada tem a ver com a Verdade do Evangelho. Alguns cristãos estão querendo judaizar a Igreja de Cristo. Foi assim no passado, tem sido assim hoje em dia. Acreditam que a Igreja deveria realizar certas práticas judaicas para que seu culto seja aceito pelo Deus “judeu”. Ora, Deus não é judeu, nem americano, nem brasileiro. Deus é Deus. Para se ter uma idéia, alguns advogam as seguintes práticas: a guarda do sábado como meio de salvação; tocar de costas para a congregação, por considerar os ministros de louvor como “levitas”; uso do Shofar, para liberar unção ou invocar Deus – em minha opinião isso é ridículo, pois contradiz o que Jesus disse em João 4.21-23; observância de festas Judaicas – que devem ser celebradas pelos judeus de verdade, pois faz parte de sua cultura, e não pelos genéricos; uso do Kipá e Talit, que são as vestimentas que os judeus praticantes usam para ir a sinagoga; tirar os calçados ao entrar na igreja – alguns já chamam de tabernáculo ou sinagoga – por estar pisando em lugar santo; uso excessivo de símbolos judaicos tais como, a bandeira de Israel, o Menorah ou a Estrela de Davi.  

Festas Judaicas, Sabbath, tradições e liturgias judaizantes não são exigidas dos cristãos gentílicos. A Bíblia declara que foram abolidas – Rm 14.5; Gl 4.9-11; Cl 2.8; Cl 2.16-17. Veja o que um judeu de verdade, o grande apóstolo Paulo, que tinha a consciência transformada pela Graça, acha disso tudo: Gl 4.21-26; Gl 3.1. Aliás toda a epístola de Paulo aos Gálatas é um combate feroz e final para os judaizantes daquela época e da nossa também. Vele a pena lê-la toda.

Creio que a própria existência de Israel, como nação, é um milagre. Não se pode negar que existem promessas de Deus com relação a Israel – Jr 31.35; Ex 3.16; Lv 20.26; Dt 10.12-15. No entanto, os judeus, como nação, rejeitaram a Jesus – Jo 1.11, não creram no Evangelho. Os Dispensacionalistas crêem que existem dois planos distintos: um para Israel e outro para a Igreja. Hoje, grande parte dos congregacionais são pré-milenistas e dispensacionalistas. O dispensacionalismo popularizou-se por causa de John Nelson Darby e das anotações da Bíblia de Scofield. Alguns cristãos chegam até a idolatrar a nação de Israel. Aplaudem os seus erros e idolatram seus acertos. No entanto, o que realmente a Bíblia diz sobre o assunto? Quem é o povo de Deus: Israel ou a igreja?

Sempre tem quem diga que o termo “igreja” não surge no chamado Antigo Testamento, mas esta é uma idéia que tem a sua origem no fato de lermos traduções bíblicas nas nossas próprias línguas e pelas interpretações dos Dispensacionalistas. O termo “Igreja” deriva da palavra grega “ekklesia”, que é uma tradução do termo hebraico “qahal”, que é repetidas vezes aplicada à congregação de Israel. Na Septuaginta, a “congregação de Israel” passa a ser a “ekklesia de Israel”. Todos estes termos têm um mesmo significado, uma assembléia ou congregação de pessoas, de chamados para fora, neste caso, os que seguem a Deus (Igreja de Deus ou “Qahal HaElohim”/ “Qahal YHWH”, no hebraico, ou “ekklesia” no grego). O Israel de Deus é a Igreja e a Igreja é composta dos eleitos, tanto do Velho quanto do Novo Testamento, até o presente século, ou seja, o Israel de Deus – o Seu povo eleito. Aqueles criam, pela fé, pela Graça e não pela Lei, no Messias que haveria de vir; nós, da mesma forma, pela fé, pela Graça, no Messias que já veio. Lucas refere-se ao antigo Israel como “a ekklesia que esteve no deserto”. Atos 7.38

E as promessas de Deus com relação a Israel? Greg L. Bahnsen[1] nos diz que:O grande Paulo explica a questão em Romanos. Ele estava grandemente perturbado com a rejeição de Cristo pelos seus irmãos segundo a carne, os israelitas (9:1-5). A palavra de Deus falhou? (v. 6). Paulo responde essa pergunta mediante as palavras de Romanos 9. Nem todo na nação de Israel era verdadeiramente povo de Deus. Essa diferenciação era de acordo com o propósito soberano de Deus na eleição. A promessa pactual de Deus nunca garantiu a salvação para todos do Israel étnico, diz Paulo, mas fez provisão para a inclusão dos gentios na salvação. Em Romanos 10 Paulo explica o grave erro teológico dos judeus, sendo ignorantes da justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria (v. 3). Embora um evangelho gracioso tenha sido publicado aos judeus por todo o Antigo Testamento, e embora Israel fosse obstinado contra ele, as boas novas foram descobertas pelos gentios (vv. 16-21). Paulo viu que a nação de Israel tinha rejeitado a Cristo, e que a igreja estava agora crescendo através da conversão dos gentios. Assim, em Romanos 11.1 Paulo faz a dolorosa pergunta se Deus rejeitou o seu povo. Os judeus étnicos tinham sido expulsos totalmente do reino de Deus? Eles têm algum futuro? Paulo insiste que Deus não rejeitou totalmente os judeus (vv. 2-4). Seu amor e eleição reservou um remanescente entre Israel (vv. 5-6) – em cuja promessa Paulo fazia parte, como tantos outros judeus que foram salvos –, embora muitos foram endurecidos pela sua auto-justiça (vv. 7-10). Poderíamos dizer então que Israel tropeçou. O propósito de Deus era fazer Israel tropeçar, para que caísse totalmente? Paulo nega isso (v. 11). Antes, Israel rejeitou o Messias como seu salvador, com o resultado que a salvação viria aos gentios (cf. Atos 13:46, 18:6, 28:28). A salvação dos gentios, além disso, foi pretendida por Deus “para pô-los (Israel) em ciúmes”. Paradoxalmente, a presente incredulidade de Israel (que envia o evangelho aos gentios) servirá ao propósito de restaurar Israel à fé! Assim, quanto mais o ministério de Paulo aos gentios encontra sucesso, mais a causa da salvação de Israel é promovida (vv. 13-14) mediante essa provocação ao ciúme. (grifo nosso)

Por fim, Jesus disse: “Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado [Israel] e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos” (Mateus 21.43). Todos aqueles que seguiram nos passos da fé de Abraão –quer judeus ou gentios – foram contados como sua semente: “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão… E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3.7, 29). A nação de Israel era apenas um passo no plano abrangente de Deus de criar um corpo internacional como seu povo escolhido. E ainda: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente” (Rm 2.28-29). “Não pode haver judeu nem grego… porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). “Em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável” e Deus “não estabeleceu distinção alguma entre nós (os judeus) e eles (os gentios), purificando-lhes pela fé o coração” (At 10:35, 15:9). As promessas a Abraão e à nação de Israel no Antigo Testamento foram todas feitas em e por meio de Cristo, para o verdadeiro povo de Deus. A igreja de Jesus Cristo (gentios e judeus) é agora o reino de Deus, o povo de propriedade exclusiva de Deus, e como tal herda as bênçãos prometidas a Abraão e a Israel. Deus abençoe os Israelitas e que eles se convertam para serem, de fato, filhos de Deus. Eu prefiro ser brasileiro, salvo e resgatado pelo sangue do Cordeiro.

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER
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*O Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior nasceu em Esperança – PB. Faz parte do quadro de ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. Palestrante e pesquisador na área de Apologética em geral, Técnico Agrícola pela UEPB e Bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional). Fez um curso de Apologética por extensão pelo ICP (Instituto Cristão de Pesquisas). Especialista em Teologia e História pelo SPN – Seminário Presbiteriano do Norte (Recife). Atualmente faz gestão Pública pela Metodista de São Paulo (EAD - Pólo: Campina Grande) E-mail: oapologista@yahoo.com.br



6.09.2010

MÃE É SER ESTHER *



Mãe... o que é?
É difícil de decifrar,
Ser mãe é ser mulher,
Muitas lágrimas a derramar...,
É ser fogo, às vezes água,
Brasa e às vezes gelo,
Mãe é mistério e até mágoa,
Face iluminada no espelho,
Mãe, filho, o que é?
Mãe... é ser... Esther.


É ser estrela, no lar,
Na escola, em nosso céu,
É brilhar onde há trevas
Aparecer, sem o “eu”...,
É ser dura e maleável,
É “ser”, primeiro do que “ter”,
É abraçar, beijar, cuidar,
É sentir, se iludir, é rir,
É chorar, lamentar, amar,
Preocupar sem razão, morrer,
Mãe, meu amigo, o que é?
Mãe, pra mim..., é ser Esther.


É guerrear com os inimigos,
É lutar, defendendo os seus,
É fazer de inimigos, amigos,
Descansar? Somente no céu...,
Angustiar-se pela demora dos filhos,
Amar, sem máscaras, sem véu,
Mãe, em sua essência, o que é?
Pra mim..., só pode ser Esther.


Mãe é chama, é raiva, é suor, é dor,
Mãe é cuidado, abraço, abrigo,
Mãe é um anjo, uma luta maior,
Mãe é insônia, é um sonho, um ardor,
Diga-me poeta, mãe o que é?
Ser mãe é difícil de explicar, conceber.
Mas basta a toda mãe..., um dia ser Esther.



                            * Poesia feita por mim para minha esposa Esther Monteiro em homenagem ao Dia das Mães

Pr. Júnior
Feliz Dia das Mães