Testemunho Vocacional
“Tu nos buscaste quando não te buscávamos; de fato, nos buscaste para que te buscássemos”. Agostinho
Nasci na pequena cidade de Esperança, interior da Paraíba. Meus pais se chamam: Antônio Pereira da Costa e Avanilde Dias da Costa. Nasci e cresci num lar católico e aos dezessete anos encontrei com Jesus Cristo meu Senhor na Igreja Congregacional em Esperança. Terminei o meu curso de Técnico em Agropecuária, isso em 1994. Tinha na cabeça um desejo de trabalhar em Guarabira–PB, onde havia feito um estágio na Guaraves – uma grande empresa de frango de corte. No entanto, na véspera do meu casamento perdi o emprego. Isso me levou a indagar o que Deus queria de mim. Afinal, como disse o Apóstolo Paulo: “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento” – 1Co 1.26.
Sempre fui atuante na Igreja em Esperança e muita gente vinha conversar comigo a respeito de me dedicar ao ministério. Dizia sempre o seguinte: “Deus me livre de ser pastor”. Não estava em meus planos exercer o ministério. No entanto, com o passar do tempo e sentindo dentro de mim uma forte inclinação e ardor pelo ministério fui conversar com o meu pastor, na época o Rev. Inácio Calixto, já falecido. Ele me deu a seguinte resposta: “O seu ministério é cuidar de sua família”. Fato que me entristeceu por um tempo – mas creio que era Deus tratando comigo. Pensei que se realmente Deus me quisesse no ministério iria aumentar o desejo do meu coração. Não pedi que caísse um raio ou fogo do céu para confirmar o meu chamado. Foi ai que percebi um forte desejo cada vez mais crescente do chamado ministerial, era só disso que eu precisava. Quando o Pr. Calixto faleceu – poucos meses depois vítima de um ataque cardíaco em plena reunião mensal da Igreja – veio pastorear a Igreja de Esperança o Pr. Marivan Barbosa. Este, vendo a minha atuação sempre crescente na Igreja, reconhece uma vocação ministerial.
Meses depois eu me achava trabalhando numa loja de tecidos como vendedor na cidade de Campina Grande–PB. Em fevereiro de 1985, comecei a estudar no Seminário Teológico Evangélico Congregacional (STEC) em Campina Grande. Foram dias difíceis e cheios de lutas; mas, também, cheios de vitórias surpreendentes. Ai eu percebi o que significa as seguintes palavras: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” Romanos 8.28.Concluindo o curso de Bacharel em Teologia no ano de 1998. Em Fevereiro de 1999 trabalhei como pastor provisionado e em fevereiro de 2000 fui ordenado pastor da Aliança. Meu desejo é que eu possa, em todo o tempo, ser, de fato, “padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” 1Timóteo 4.12.
Atualmente sou co-Pastor da 1ª Igreja Congregacional em Santa Cruz do Capibaribe–PE. Faço parte do quadro de ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. Vice-diretor do Departamento Teológico de nossa denominação. Casado com Esther, e Pai de Rachêl. Palestrante e pesquisador na área de Apologética em geral. Além do curso de Técnico Agrícola pela UEPB e Bacharel em Teologia pelo STEC, fiz um curso de Apologética por extensão pelo ICP (Instituto Cristão de Pesquisas) e Faço atualmente Mestrado em Teologia e História pelo SPN – Seminário Presbiteriano do Norte no Recife. E-mail: juniorapologista@yahoo.com.br
SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER
2 comentários:
O seu Blog está muito Abençoado!
abs!
Puxa vida pastor Júnior, sua história é mesmo surpreendente.
História de um homem não apenas "de" Deus, mas também um homem "pra" Deus.
Que Deus continue te abençoando abundentemente, te protegendo, te guiando e te usando dessa forma que Ele tem te usado maravilhosamente.
Abração, fike na paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Postar um comentário